Fabricantes desacreditam teste de antivírus
Certificação WildList não garante a qualidade dos antivírus, dizem fabricantes.
Quem
acompanha o mundo dos antivírus conhece a WildList, entidade que mantém
um repositório de vírus, vermes, cavalos-de-tróia e afins. Esse
repositório serve de base para um teste de programas antivírus. Passar
nos testes da WildList representa um certificado de qualidade para o
antivírus. Ou melhor, representava.
Agora,
com as transformações no cenário de segurança, as coisas estão mudando.
Em vez de exibir os resultados do teste como um troféu, os produtores
de antivírus o consideram irrisório. Dizem que a certificação está
desatualizada e não representa os problemas reais que ameaçam os
usuários.
O
problema fundamental, reclamam os fabricantes, está na metodologia. O
teste da WildList confere as melhores notas aos antivírus que conseguem
detectar maiores quantidades dos códigos nocivos incluídos no
repositório. Só que a lista de malware é cumulativa e cresce
exponencialmente.
Isso
dá lugar a uma primeira pergunta: e qual a importância de um antivírus,
hoje, detectar um invasor específico para Windows 95? Atualmente, quase
nenhum antivírus para o desktop dá suporte a outras versões do Windows,
senão XP e Vista. Outra queixa dos fabricantes é que a WildList não
considera no teste as tecnologias atuais, mais sofisticadas, como a
detecção baseada em análise heurística.
Então,
chegamos a uma situação peculiar. De um lado, os fabricantes de
antivírus apontam falhas num dos mais populares medidores do desempenho
de seus produtos. Ainda do mesmo lado, alguns desses fabricantes dizem
que o próprio antivírus, tal como o conhecemos até hoje, também está em
cheque, diante da nova natureza das ameaças.